#2 perguntas que você precisa se fazer agora para acabar com qualquer sentimento negativo

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Pode parecer chocante essa afirmação, mas os sentimentos de tristeza, melancolia, raiva, frustração, revolta, depressão e tantos outros que nos deixam desmotivados, pra baixo, com o ânimo abalado, são escolhas nossas. O mesmo vale para a paz, alegria, esperança, equilíbrio e outros estados motivadores. Não dependem de absolutamente ninguém para se manifestarem. Ao contrário do que pensa a maioria, nós não passamos a sentir essas emoções à partir de ações de outras pessoas (a quem costumamos culpar) ou de circunstâncias externas. Nós escolhemos senti-las, justificadas pelos eventos que acontecem ao nosso redor.
Como assim, ô maluco? Vou explicar! Quando estamos atravessando um estado de desânimo, sem forças sequer para levantar a cabeça e enfrentar a situação, temos um talento inigualável para encontrar diversas justificativas e desculpas. Precisamos que alguém tenha a sensibilidade e se comova com nosso sofrimento, tenha pena de nós, nos console, passe a mão em nossa cabeça.  
 
Se você analisar com mais critério, vai perceber que temos uma forte dependência de pessoas, coisas, lugares – dentre outros –  para sermos felizes ou infelizes, tristes ou alegres, motivados ou apáticos. É compreensível, afinal vivemos em sociedade, não é mesmo? Somos parte de uma imensa rede, repleta de conexões.
 
Por outro lado, não é assustador pensar que o meio em que vivemos, tem o poder de determinar como nos sentimos, pensamos e agimos? Somos uma espécie de maquininha que, ao apertar determinado botão, tem uma reação previsível. Se nos tratam mal, se não concordam com nossos conceitos, se nos acham feios, inteligentes, capazes, incompetentes, bonitos, estúpidos ou brilhantes, vamos reagir de acordo com que os tais comandos esperam.
A metáfora com uma máquina é perfeita. Primeiro, porque somos mesmo uma máquina, a mais complexa e perfeita de todas. Nosso hardware é fabuloso. Pare um pouco e repare em seu próprio corpo. É extraordinário como ele é construído, mesmo se não tiver a forma estética que você gostaria. Assim como existem máquinas em péssimo estado de conservação, existem corpos que não são bem cuidados e, por conta disso, possuem várias limitações. Mas isso em nada diminui sua fascinante engenharia.
 
No entanto, o software (nossa mente) é pouco explorado. De um modo geral, fazendo uma analogia grosseira, somos um computador de última geração, com recursos ilimitados, utilizado apenas para fazer umas continhas básicas na calculadora.
 
A diferença primordial entre um computador convencional e o ser humano é que – teoricamente – nós podemos fazer nossas escolhas. Entretanto, agimos como se não tivéssemos essa opção. Quando nossos estados emocionais são manipulados pelos eventos e pessoas que nos cercam, estamos abrindo mão de nosso poder de escolher o melhor caminho, a melhor alternativa, a melhor decisão.
Você pode se perguntar: mas quando estou com raiva, frustrado, magoado, triste ou até deprimido, não fiz uma escolha?
 
A resposta é sim e não, como diria Caetano Veloso.
 
Sim, se estados de raiva, frustração, mágoa, tristeza ou depressão são agradáveis, motivadores e benéficos para você (o que eu duvido muito), então você fez a escolha certa.
 
Não, se estes estados não passaram de reações a comandos desagradáveis que alguém ou alguma coisa acionou em sua mente. Neste caso, você não escolheu, você apenas reagiu. Apesar da lei da Física que prova que toda ação tem uma reação, nada impede de você reagir de forma que inteligente, e não instintivamente, como um animal.
 
Como escapar desta armadilha?
 
Uma maneira simples de reprogramar o cérebro é agir como não se espera. Ou seja, em situações em que provoquem raiva, exercite a calma. Nas que provocam tristeza, exercite alegria. Nas que causam frustração, exercite mudar o foco e canalizar sua atenção para alguma coisa que te motive. Isso provoca um choque nas viciadas conexões neurais, abrindo espaço para novas conexões.
 
Entendo que pode parecer difícil, mas como já foi dito em outros artigos, o cérebro é um músculo que precisa ser exercitado, desafiado.
Claro que vão existir momentos em que os sentimentos que você não deseja ter, vão dominar. Quando estiver em uma circunstância em que suas forças parecem não ser suficientes para vencer o desafio, faça duas perguntas poderosas e deixe sua mente responder.
 
1 – Quem ou O que é responsável por eu estar … (triste, com raiva, deprimido, desmotivado)?
 
Geralmente, as respostas chegam em forma de CPF, CNPJ, instituições, clima, posição geográfica, abstrações e mais uma infinidade de justificativas: meus pais, meu marido, minha mulher, meu chefe, minha empresa, o governo, o país, a polícia, meu time, a vizinha, o calor, a política, o horário de verão, etc.
 
2 – Quem está permitindo que eu fique … (triste, com raiva, deprimido, desmotivado)?
 
Pode até ser que surjam algumas alternativas esdrúxulas, mas a resposta certa para essa pergunta será uma palavra monossilábica, composta por duas vogais: EU.
 
No exato momento em que se percebe que, independente do que aconteça ou do que se diga, nossas reações podem ser escolhidas, a coisa muda de figura. Perceba que eu não mencionei que as emoções podem ser escolhidas. Até podem, com um pouquinho mais de habilidade.
 
No estágio em que se encontra a maioria das pessoas, é compreensível estar vulnerável à sentimentos limitantes. Entretanto, cada vez que escolhemos nossas reações e não obedecemos aos comandos das forças externas (pessoas e eventos), damos um passo em direção a estados de equilíbrio e poder.
 
O conceito também vale para quem tem alguma coisa como muleta, para lhe proporcionar alegria, júbilo, segurança, felicidade e paz. Se um dia, a muleta quebrar, o choque trará consigo sentimentos inversos. É natural. No entanto, as reações inteligentes que vão fortalecer a mente e o corpo para prosseguir o caminho.

 

 
Lembre-se: a forma como escolhemos ver o mundo, cria o mundo que nós vemos (Barry Neil Kaufman)  

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