Como conquistar paz e felicidade sem precisar de dinheiro?

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Não pense muito para responder: o que te traria paz e felicidade agora, neste instante? Provavelmente, a maioria citaria muito dinheiro como a solução definitiva, por (ingenuamente) acreditar que todos que possuem uma gorda conta bancária são felizes e vivem em paz.

A sociedade de consumo alimenta esse raciocínio perfeitamente normal no regime capitalista que vivemos. Nada de errado quanto a isso.

Mas, pense bem. Por acaso, você já ouviu (ou leu) relatos de pessoas ricas, poderosas e famosas, que se confessaram infelizes, com sérios problemas de depressão e até suicidas? Eu poderia escrever uns dez livros sobre elas.

A fonte da felicidade é mesmo o dinheiro?
A fonte da felicidade é mesmo o dinheiro?

Então, será mesmo que o dinheiro, fama ou poder são, de fato, as chaves para ser feliz e estar em paz, contrariando o que mostram muitos comerciais, novelas, revistas de celebridades e afins?

O que você pensaria se alguém lhe dissesse que é possível sentir-se em paz consigo mesmo e conquistar a felicidade sem precisar acertar sozinho na mega sena da virada?

E se você fosse bilionário, quanto pagaria pela paz interior e pela felicidade, caso você não as tivesse e caso elas estivessem à venda?

E se você já as tivesse conquistado, por quanto as venderia?

Qual seria, então, o segredo para conquistar a felicidade e a paz interior?

Vamos abordar um tema que é, ao mesmo tempo, simples e complexo, mas perfeitamente possível de entender.

Mas antes de tudo, quero dizer que nada tenho contra dinheiro, fama ou poder. Apenas pretendo mostrar que estes não são os únicos meios para ter uma vida rica de conquistas e realizações.

Quase todas as religiões e escolas filosóficas do planeta – especialmente às que se aproximam do Cristianismo – têm uma coisa em comum: elas afirmam ou insinuam que todos nós (humanos) somos irmãos.

Se cada ser vivo é uma partícula de um todo, independente de raça ou espécie, somos irmãos
Se cada ser vivo é uma partícula de um todo, independente de raça ou espécie, somos irmãos

Não é novidade, considerando que se parte da premissa que todos os seres humanos são filhos de Deus (ou do que você considere como Deus). Eu acrescentaria todos os seres vivos, mas aí já é uma visão mais próxima do Budismo.

Entretanto, esse assunto pode ser explorado por outro prisma, diferente na perspectiva, mas absolutamente semelhante no conceito.

Estudos científicos e esotéricos revelam que temos, em nossa essência, partículas da divindade, também conhecida como A Partícula de Deus. Sendo assim, não é absurdo quando se diz que somos irmãos, especialmente quando se sabe que carregamos conosco, um pedacinho do que foi convencionado a se chamar de Deus ou, simplesmente, de Universo.

Pois bem. Sabendo disso, fica mais ou menos fácil entender a Lei do Retorno, que mostra por A+B, que recebemos o que emitimos ou, em outras palavras, colhemos o que plantamos.

Analisando com cuidado muitas histórias que ouvimos e presenciamos em nossas vidas, podemos perceber que faz muito sentindo os resultados que as pessoas obtêm mediante aos atos que praticam.

Claro que esse assunto dá pano pra manga. Muitos podem discordar e apresentar uma série de relatos e comprovações mostrando que os fatos que acontecem em nossas vidas são produtos do acaso, da sorte, do destino, da vontade de Deus, etc.

No entanto, sem prestar muita atenção ao fator filosófico, podemos afirmar que somos vítimas de nós mesmos. E antes que apareça uma grande interrogação na sua cabeça, me adianto a dizer que é absolutamente compreensível a dificuldade de entender essa afirmação.

confuso
Vítimas de nós mesmos? Como assim?

Na maioria das vezes, sofremos um efeito que não conseguimos associar a uma causa. Podemos justificar com mil evasivas, nos convencermos sinceramente de todas as justificativas e levarmos nossas certezas para o túmulo. Entretanto, os fatos são imutáveis e incontestáveis.

Nos sentimos tristes, deprimidos, desolados, fracassados, derrotados, abandonados, ansiosos e desesperançados e nos perguntamos o que fizemos para merecer isso? Não conseguimos enxergar que recebemos o que emitimos.

Está duvidando?

Então experimente lutar contra sua (possível) natureza egoísta e pensar no bem-estar do próximo.

Experimente proporcionar atos de bondade, amor e carinho a qualquer criatura viva.

Experimente se colocar no lugar do outro e deixar a razão de lado, priorizando a solidariedade e compaixão.

Faça o bem sem esperar nada em troca. Apenas pelo simples prazer de fazê-lo.

Depois de tudo isso, preste atenção no que sentiu em curto e médio prazo. Qual foi a sensação que inundou sua mente e seu coração quando repousou sua cabeça no travesseiro, antes de dormir?

Se você realizar essa experiência simples, vai ter elementos concretos para formar uma opinião sobre o assunto. Daí pode ficar à vontade para arrotar que tudo isso é balela. Ou não, como diria Caetano Veloso.

Entenda que nem tudo na vida pode ser provado de forma palpável. Tem coisas que não conseguimos explicar. Simplesmente, sentimos.

Tem coisas que apenas sentimos.
Tem coisas que apenas sentimos.

Observe alguém que, consciente ou não, adota para si uma postura de solidariedade e amor ao próximo. Vai poder perceber (ou até sentir) uma paz de espírito invejável, tanto na maneira de falar, quanto na expressão facial.

Alguns mais sensíveis percebem essa paz até na atmosfera do ambiente. Se você já entrou em um lugar pesado, carregado de raiva e má vontade, sabe o que estou dizendo.

Por incrível que possa parecer, tem muita gente que alimenta um pensamento infantil e primitivo, gerando a falsa impressão de que amar ao próximo é um ato de vergonha, ilusão e ingenuidade.

Especialmente àqueles que buscam aceitação em uma sociedade cada vez mais individualista e desumana, que procura sempre levar vantagem em tudo, não importando quem ou o que tenha que atropelar. Acreditam no cada um por si.

Por mais conquistas materiais e sociais que essas pessoas possam ostentar, você consegue imaginar o quanto são vazias e dependentes?

Não caia nesta armadilha.

Apesar do teor deste tema, não falo de religião. Ressalto apenas a importância de praticar o amor, a solidariedade, a compaixão, a gentileza, a harmonia e a empatia para o nosso próprio bem-estar e dos que nos cercam.

Acredito que todos buscam a paz e a felicidade, porém praticam atos que lhes tiram o que mais querem. É como roubar de si mesmo. Um paradoxo.

Entendo que nem sempre é fácil. Então, na pior das hipóteses, seja egoísta. Como assim? Fácil. Se você for um egoísta inteligente e profissional, quer sempre o melhor para si mesmo, está correto?

Pensando dessa forma, adote a seguinte estratégia: dê o seu melhor para os outros sem esperar nada em troca. Desta forma, você vai conseguir o que quer.

Ainda não se convenceu? Então, faça um favor a si mesmo: não acredite em mim. Apenas experimente!

 

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