Chegou ao fundo do poço? Em vez de tomar água suja, tome uma decisão.

Tempo de leitura: 6 minutos

Quase todos nós já experimentamos situações que podem ser classificadas como o fundo do poço da existência. São momentos em que (aparentemente) não existe um único fio de esperança para nada. Somente a dor, frustração, medo, raiva, revolta, cansaço, mágoa, e tantos outros sentimentos negativos dão as cartas em nossas mentes.

Justamente no ápice destes momentos de total desespero, em que frases como não aguento mais viver assim não saem de nossas cabeças, que Deus (ou o universo, destino ou o que você acredita) atira uma corda para que possamos sair do poço em que nos encontramos. Essa corda tem nome. Ela se chama decisão!!

A "corda" que nos tira do fundo do poço se chama decisão
A “corda” que nos tira do fundo do poço se chama decisão

Pode parecer simplório dizer isso, mas uma decisão autêntica pode mudar nossas vidas em questão de segundos. Quando realmente queremos mudar o quadro, nada nos impede, por mais difícil que seja a decisão. Mas não me refiro ao desejo meia boca, em que as pessoas mencionam que gostariam ou precisam fazer/realizar isso ou aquilo.

Eu gostaria de emagrecer. Eu preciso voltar a estudar. Um dia vou trocar de emprego. Quando eu me aposentar, vou ser feliz. Consegue perceber como essas afirmações são frouxas, sem convicção, sem a vontade suprema, sem o sangue no olho?

Vou contar uma história que se passou comigo quando eu era pré-adolescente. É embaraçosa, mas compartilho sob a condição de você não contar para ninguém. Combinado?

Quando criança, eu era viciado em chupeta. Adorava ficar horas lendo gibi, saboreando a minha chupeta de estimação, que eu apreciava in natura ou embebida com leite condensado. Só tirava para comer e escovar os dentes.

A partir dos meus seis anos, meus pais tentaram de tudo, mas não me convenciam a largá-la. Temiam que eu ficasse dentuço igual ao Freddie Mercury. Eu não ligava. Queria mesmo era desfrutar daqueles momentos preciosos. Claro que olhando em perspectiva, a coisa estava extrapolando o bom senso. Eu já não era mais um bebê. Já tinha nove anos, um rapazinho que estava na terceira série e adorava ler.

eu era um rapazinho que adorava ler
eu era um rapazinho que adorava ler

Tudo ia bem até o maior poder da natureza (para um quase adolescente) surgir em minha vida. Conheci uma linda menina, que chegou para estudar na mesma classe que eu. Parecia um anjo loiro. Eu, claro, fui tentar cortejá-la, tentando imitar o Fonzie, da saudosa série Happy Days.

Ela parecia estar receptiva, sempre sorrindo às minhas investidas. Então, tomei coragem e fiz a pergunta fatídica. Quer ser minha namorada? E ela disse sim, gente boa!! Que felicidade, que felicidade. Mas, logo no início do “relacionamento”, cometi um erro fatal.

Eu tinha muito orgulho da minha coleção de gibis, especialmente da série Homem Aranha, meu herói preferido até hoje. Em um ato de extrema audácia, convidei a bonequinha para ir até minha casa depois da escola – que ficava próxima – para que eu pudesse dar uma de bacana e me gabar da coleção.

Quando chegamos, entramos pela cozinha – eu estava com peito estufado igual a um pombo – e encontramos minha mãe. Era a primeira vez que eu levava uma “namorada” em casa. Empostei a voz para acentuar a masculinidade, e fiz a apresentação.

– Oi mãe. Essa é a Glorinha. Vamos no meu quarto. Vou mostrar pra ela minha coleção do Homem Aranha.

Minha mãe, sorrindo, encantada com a beleza da guria e (aparentemente) distraída, soltou a pérola.

-Vai meu filho. Só não vai chupar tua chupeta na frente de uma menina tão bonita.

que vergonha

Tudo apagou. Uma voz muito distante, que parecia ser da Glorinha, me perguntava se eu ainda chupava chupeta e emendava com uma risada satânica. Do resto, eu não lembro bem. Os fragmentos daquele momento trazem a mim apenas duas lembranças: a decisão de largar a chupeta definitivamente e a vontade de matar minha amada mãezinha. Não só matar. Torturar e vê-la sangrar até o último suspiro. Obviamente, não matei minha mãe, mas larguei o vício.

A história prova, de forma divertida para você e trágica para mim, que uma decisão tomada com vigor, vontade e determinação, muda a vida completamente. Claro que deixar de usar chupeta é bobagem, mas serve de exemplo de como funciona o mecanismo.

Muitas pessoas precisam mudar suas vidas e, para isso, precisam tomar as decisões definitivas que as levem onde precisam chegar. Por que não o fazem? Medo, crenças limitantes ou preguiça são os principais fatores.

É importante entender que a todo momento estamos tomando decisões. Você está lendo este adorável texto. Decidiu por isso. Pode decidir em fazer ou não uma dieta, praticar ou não exercícios, pedir ou não desculpas de alguém, levantar mais cedo ou dormir até mais tarde. Enfim, todo o tempo estamos tomando decisões.

Dito isso, peço sua reflexão sobre um ponto importante: sua vida hoje é a que você desejou?

Se sim, ótimo.

Se não, pense em quais as decisões que você tomou, e as que não tomou, para chegar onde está?

Como tomar as decisões que você precisa para alcançar o que almeja?

Anthony Robbins menciona em seu livro Desperte Seu Gigante Interior, o que ele chama de “A Fórmula do Supremo Sucesso”, um processo extremamente simples e poderoso para chegar onde se quer.

1 – Decida o que deseja

2 – Entre em ação

3 – Verifique o que está funcionando ou não

4 – Mude seu enfoque até chegar onde quer

São quatro passos totalmente ligados com o poder das decisões. Para que se tenha êxito, elas devem ser implacáveis e permanentes. Caso contrário, você fica preso em circunstâncias frustrantes, que só vão te empurrar para baixo e extrair o ânimo em continuar seguindo.

Caso você tenha dificuldade em decidir, experimente decidir mais. Sim, isso mesmo. Para se chegar a excelência na tomada de (boas) decisões, ponha em prática esse poder, sempre pensando em seu objetivo maior.

Com o tempo, você desenvolve a capacidade de perceber se as decisões que está tomando ajudam ou não a alcançar seu objetivo.

Exemplo: meu objetivo é perder vinte quilos em seis meses. Neste momento, preciso decidir entre andar de bicicleta no parque ou assistir um filme, comendo pipoca com manteiga. Hum, o que será que eu preciso fazer?

Sério, preciso explicar mais?

Em qualquer decisão que você tomar na vida, conhecendo bem o seu objetivo, é possível identificar se ela é ou não adequada para você chegar onde quer chegar.

Lembre-se: tomar uma decisão verdadeira significa se comprometer a atingir um resultado, e cortar qualquer outra possibilidade. (Thony Robbins).

Leitura complementar: #5 perguntas que ajudam a tomar decisões difíceis

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