Paixão: sem ela, você está mais próximo do cemitério do que possa imaginar

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Quando alguém menciona que fulano está apaixonado, a conotação imediata é que ele está envolvido emocionalmente com uma pessoa. Interpretação absolutamente comum. Entretanto, poucos observam um contexto mais amplo para o sentimento chamado paixão.

No genial filme Beleza Americana, brilhantemente estrelado por Kevin Spacey, o personagem Laster Burnhan levava uma vida familiar monótona e sem amor, trabalhando há anos em um emprego que odiava. Vivia como um zumbi, apenas lutando para sobreviver ao massacrante cotidiano.

 

Certo dia, ele conheceu a estonteante Angela Hayes (interpretada por Mena Suvari), amiga de sua filha Jane (Thora Birch). Ao perceber que aquela linda jovem cogitava a possibilidade de algum envolvimento, ou apenas por saber do interesse dela, o cansado Laster inciou uma revolucionária mudança de comportamento.

A atração por Angela foi a descarga de adrenalina que ele precisava para tomar uma série de ações que o conduziu a ser um homem decidido, independente e até atraente fisicamente.

Deixou o emprego que odiava, passou a se presentear com coisas que há muito havia esquecido, cuidou da saúde (alimentação, exercícios) e até tentou uma aproximação (improvável) com a gananciosa esposa (Carolyn), interpretada por Annete Bening.

Independente do final trágico  – sugiro que assista ao filme para entender o contexto – Laster despertou de um sono monótono para uma existência cheia de possibilidades. Essa é a essência da paixão.

Muito além de atração sexual

No filme, naturalmente, há uma forte conotação luxuriosa. E muita gente comete enormes burradas na vida por seguir, unicamente, o instinto sexual, especialmente os homens. Mas a paixão vai muito além do sexo.

Esse que vos escreve tem uma paixão incondicional pela música. Não existe um dia em que não separe alguns momentos para apreciar boa música (considerando os padrões por mim adotados).

Também sou apaixonado por literatura, cinema, séries de tv, dentre outras formas de arte, mas a música é a mais poderosa, sem dúvida. É o que me acompanha em qualquer momento da vida, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, e como vai estar até que a morte nos separe (se separar!!).

A paixão move, motiva, transforma, renova, inspira. A paixão que menciono aqui pode ser sim por alguém, mas pode ser também por uma atividade, um objetivo, um hobby, um projeto.

O que te faz acordar e agradecer por estar vivo (mesmo que não agradeça, conscientemente)?

O que você pagaria para fazer?

Estar apaixonado é estar vivo

Uma pessoa sem paixão é um zumbi esperando uma bala na cabeça para acabar com sua existência inútil. Ou um vampiro emocional, que com sua negatividade, suga a energia dos que amam a vida.

Sentir a adrenalina da paixão  – que, conceitualmente, difere do amor por ser mais explosiva – é um energético natural, que precisa ser utilizado com bom senso, assim como tudo na vida.

Cultive, portanto, a paixão em seu coração. Não se contente com o marasmo do cotidiano. Não se permita acordar sem esperança, sem tesão pela vida.

Por mais fundo que estejas no poço das lamentações (e, acredite, sempre tem alguém mais fudido que você), busque algo que vai acender a chama que está baixa, mas não extinta.

Não esteja apaixonado. Seja apaixonado.

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