Como o ciúme pode destruir suas relações e o que fazer para combatê-lo

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Que sentimento terrível é o ciúme. Trata-se de uma manifestação de vaidade (na maior parte das vezes) que a maioria interpreta equivocadamente como uma manifestação de amor. Acredite, não é amor!!  É pura idiotice “justificada” por uma insegurança cavalar ou apenas pelo ego inflado.

Muitas barbaridades já foram cometidas “em nome do amor”, onde o ciúme prevaleceu.

A arte nos deu exemplos memoráveis, como a história de Otelo e Desdêmona, um dos maiores clássicos de William Shakespeare, que inspirou óperas e peças teatrais, o delicado e atordoante Malu de Bicicleta, filme brasileiro baseado na obra de Marcelo Rubens Paiva e estrelado Marcelo Serrado, ou as pequenas pérolas pops como Ciúme (Ultraje a Rigor) ou Ciúmes de Você (Roberto Carlos), que estão na memória afetiva dos que amam música.

Mas esses exemplos são apenas um tico do universo ilimitado pelo qual o assunto é abordado.

Existem tipos de ciúmes?

Sim. Podemos separar o ciúme em duas vertentes: uma ligada ao aspecto sexual (mais comum) e a outra a fenômenos de cunho sentimental.

Por exemplo: o marido pode ter ciúme de sua mulher, não pelo fato dela ter um personal treiner sarado e gato (enquanto ele é gordo e feio), mas pela intimidade e dedicação que ela tem com os filhos.

É possível que o sujeito encare o filho como um rival (naturalmente, de forma inconsciente), Neste caso, não se trata de um ciúme de cunho erótico, apesar de ser tão egoísta quanto.

O problema está no ciúme amoroso, que deriva de um caráter possessivo e imaturo, onde prevalece a insegurança e orgulho.

Olhando de forma crítica, o(a) ciumento(a) quer ser a pessoa mais importante e prioritária para o(a) amado(a) o tempo todo. Isso chega a ser patético, mas é assim que funciona.

Pensado dessa forma primitiva, muitas vidas já foram afetadas e até extintas por algo absolutamente imaginário.

É muito mais comum nos homens (que estão mais próximos da irracionalidade bestial) utilizarem um artifício de  “lavar a honra” para justificarem seus atos violentos. Ainda bem que existe a Lei Maria da Penha, para dar uma correção nesses imbecis.

Como combater o ciúme?

Se você é ciumento, esteja consciente de que se trata – na maioria das vezes – da manifestação de seu próprio orgulho ou insegurança. Chegando a essa conclusão, faça um favor a si mesmo. Lute contra ele! Não aceite o ciúme como um fato inevitável.

Saiba também que – sob hipótese alguma –  esse sentimento mesquinho lhe dá direitos de interferir no comportamento de seu par. É ridículo pensar que uma mulher deixa de usar uma roupa que a faz sentir-se bem porque o bonitão do marido/namorado acha “vulgar” ou algo que o valha.

O amor não dá esses direitos, menos ainda o ciúme que deriva dele.

Se seu par é atraente para seus olhos, poderá ser para outros. E o que há errado nisso? Se existe amor, companheirismo, harmonia, não há lugar para ciúmes.

Entretanto, se a relação não está boa e sobram brechas para este tipo de manifestação –  que está muito distante do amor (ao contrário do que muita gente pensa) – a melhor alternativa é conversar a respeito, de forma adulta e equilibrada.

O sentimento do ciúme pode até existir, não estamos isentos dele (especialmente os taurinos, como este que escreve as mal traçadas linhas deste blog), mas podemos mudar as ações que vamos tomar quando ele se manifestar. Podemos chorar feito bebês ou agir como adultos. Em ambos os caso, surgirão consequências.

Agindo como adultos racionais e inteligentes, poderemos cultivar um relacionamento onde prevalece a confiança e o diálogo (algo mais difícil que acertar na mega sena sozinho).

Agindo como bebês chorões, mimados, egoístas e orgulhosos, vamos ter que arcar com as consequências, que – dificilmente – serão boas.

A escolha é única e exclusivamente sua. Na dúvida, faça como John Lennon na canção Jealous Guy…admita e peça desculpas.

 

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