Entenda por que você é seu pior inimigo e o que fazer para vencer a si mesmo

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Não é novidade afirmar que o nosso pior inimigo está na imagem que cada um de nós ver no espelho. É justamente essa pessoa que vemos refletida que nos tira a vontade de lutar, que nos limita, que não acredita em nosso potencial, que nos deixa com raiva, com medo, triste, inseguro, culpado, intolerante.

E também confusos, pois ela nos faz acreditar que a culpa de sermos o que somos é de todos, menos nossa. Somos vítimas de um mundo injusto, uns coitadinhos indefesos.

O filósofo inglês Thomas Hobbes, autor do clássico Leviatã, afirmou que o homem é o lobo do homem. Tony Robbins tem uma frase muito usada em seus seminários: fique na sua cabeça e você está morto.

Ambas significam exatamente a mesma coisa.

Nossas crenças são as responsáveis pelos caminhos que nossas vidas foram levadas. Acreditar que temos limites, nos torna seres limitados. Não é tão difícil de entender, mas é meio complicado aceitar.

A história tem registrado milhares de exemplos de superação, onde pessoas – aparentemente incapazes de certos feitos – conseguem alcançar o inimaginável. O que essas pessoas têm de especial? A resposta é assustadoramente simples: elas acreditaram em sim próprias.

 

Por que é tão difícil acreditar em nós mesmos?

Tenho uma teoria que mantenho há algumas décadas e que me ajudou a superar muitas barreiras que encontrei em minha caminhada. Acredito que o alimento de nossas mentes é tão importante quanto o alimento de nossos corpos.

Os nossos pensamentos mais frequentes são os que conduzem nossa existência. E esses pensamentos nascem a partir de que ouvimos e vemos.

Quer em exemplo bem surrado? Como você acha que vai ser a vida adulta de uma criança/adolescente cujos pais mencionam constantemente que ela(e) é burra, desajeitada, incapaz de fazer isso ou aquilo? Trata-se de um prato cheio para a psicologia tradicional.

Mas, o que dizer das pessoas que – deliberadamente –  se sabotam, mesmo sem querer? Na verdade, é sempre sem querer mesmo. Quem, em sã consciência, que ser um perdedor?

É muito comum ouvir alguém mencionar eu não posso, eu não consigo, isso não é pra mim. Esse, meus amigos leitores, é justamente o pão nosso de cada dia da mente. Assim como nós moldamos nossos corpos com exercícios (ou a falta deles) e com uma boa (ou má) alimentação, moldamos nossas mentes. Para o sucesso ou para o fracasso.

Sendo assim, quando nos deparamos com um desafio, por menor que seja, a tendência é desistir. Afinal, já estamos condicionados à derrota. A mente quer nos proteger do fracasso. Ela já está programada para acreditar que não conseguiremos.

 

Um tico de confiança já ajuda

Se você é cristão (ou mesmo não sendo), deve conhecer a citação de Jesus que mencionava o poder da fé. Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada será impossível para vocês (Mateus 17:20).

Naturalmente, Jesus não se referia a mover um monte de lugar, literalmente. A interpretação mais apropriada seria algo como: não importa o quão difícil possa parecer. Se você acreditar em si próprio, você consegue. E nem é preciso uma fé extraordinária. Pequeninha já serve.

De uma forma semelhante, o budismo trata a questão da fé como algo ligado à confiança, algo interno, com nenhuma ligação com o externo. Uma das citações do patriarca Zen Linji Yixuan era você que não tem bastante confiança em si mesmo, vai em busca dessas coisas fora.

Em outras palavras: simplesmente, não acreditamos que somos capazes, mesmo que outras pessoas já tenham conquistado o mesmo que queremos.

Não temos confiança, não temos fé, não acreditamos que temos potencial.

Somos sabotadores profissionais.

 

Como eu posso acreditar em mim?

Pode parecer cruel o que vou dizer, mas muita gente adora ser vítima. Adora ser coitadinho. Causar piedade. Não dá muito trabalho. Basta ficar estático e esperar as migalhas da vida.

Tem gente tão incoerente que tem a pretensão de que os outros devam acreditar nela, quando nem ela mesmo acredita. E quando não acontece (e nem deveria), culpa o mundo.

Como diria Silvio Santos: ora, mas vá, vá, vá!!

Para acreditar em si mesmo, o primeiro passo é (des) programar a mente. Eliminar as crenças limitantes e começar a alimentar um conteúdo mais saudável em sua massa cinzenta.

Como eu faço isso, pelo amor de Deus?

Eu lhe digo: fazendo!! Não há outra forma.

Defina o que você quer alcançar e trace um plano, com pequenos passos.

Talvez o maior obstáculo para alcançar um objetivo é focar no resultado final. É um erro primário. Entenda que sua mente não quer trabalhar. A imagem do espelho a condicionou a ser preguiçosa, lembra?

Então, não adianta muito você pensar grande, como dizem por aí. Pense pequeno para alcançar o grande.

Um bom programa de Coaching é ideal, mas na falta dele, anote num caderno o seu objetivo final e o que pode ser feito hoje para alcança-lo. E o que pode ser feito em uma semana, um mês, um ano.

Foque em cada etapa e se comprometa a realizá-la.

A preguiça e a má vontade vão aparecer, não tenha dúvida. Por isso, é importante você alimentar sua mente com bons conteúdos. Eles te darão força para seguir.

(eu sugiro livros e vídeos de auto conhecimento, ou auto ajuda, apesar de eu detestar o termo. E sugiro uma distância segura de lixos televisivos e da internet)

Quando algumas pequenas metas forem alcançadas e o que parecia tão distante, agora está mais perto do que se imaginava, você vai perceber que já não se odeia tanto assim, que sua fé em si próprio está crescendo e que é possível conquistar o que quiser.

Pode até se olhar no espelho e dar uma bela desdenhada na imagem. Pensou que eu não poderia, não é mesmo? Se fodeu!

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